Segurança para projetos Web3 e DeFi: da auditoria de contratos à resposta a um exploit que drena liquidez

Em protocolos descentralizados, o código é o banco e o ataque é irreversível. A Decripte audita smart contracts, monitora a cadeia em tempo real e contém incidentes quando cada bloco confirmado significa fundos a menos no pool.

Resposta direta

Proteger um projeto Web3 ou DeFi exige tratar o smart contract como infraestrutura crítica: auditoria de código independente antes do deploy (com foco em reentrancy, falhas de lógica, manipulação de oráculos e cenários de flash loan), monitoramento on-chain 24/7 de eventos e fluxos anômalos, governança rígida das chaves administrativas (multisig, timelock, hardware/HSM) e um plano de resposta a incidentes capaz de pausar contratos, alertar exchanges e rastrear fundos enquanto o exploit ainda está em andamento. A Decripte une auditoria de contratos, SOC com sensores Web3 e resposta a incidentes com SLA de contenção em até 1 hora para fechar o ciclo entre prevenir, detectar e conter.

24/7

SOC monitorando on-chain

<=1h

SLA de contenção em incidentes

Web3

Auditoria de smart contracts

On-chain

Rastreamento e forense de fluxo

Em resumo

  • No DeFi, o código é público e o erro é irreversível: uma única falha de lógica ou reentrancy pode drenar um pool inteiro em poucos blocos, sem chargeback nem rollback.
  • Auditoria de smart contract não é evento único: cada upgrade, nova integração ou parâmetro de oráculo reabre a superfície de ataque e exige reavaliação.
  • Velocidade decide o prejuízo: pausar o contrato, sinalizar carteiras e acionar exchanges nos primeiros minutos pode ser a diferença entre perda parcial e perda total.
  • Chaves administrativas são o ponto único de falha mais explorado: multisig, timelock e custódia em hardware são tão críticos quanto a qualidade do contrato.
  • Monitoramento on-chain contínuo detecta o exploit pelo comportamento (drenagem, flash loan, mudança de invariante) antes que o atacante finalize o saque.
  • A Decripte fecha o ciclo auditoria + SOC Web3 + resposta a incidentes, com contenção em até 1h e rastreamento forense dos fundos.
Cripto e Web3

Cibersegurança para Web3 e DeFi

Em protocolos descentralizados, o código é o banco e o ataque é irreversível. A Decripte audita smart contracts, monitora a cadeia em tempo real e contém incidentes quando cada bloco confirmado significa fundos a menos no pool.

Por que Web3 e DeFi concentram um risco diferente de todo o resto

Em sistemas tradicionais, uma falha explorada costuma render acesso, dados ou tempo de indisponibilidade. Em um protocolo DeFi, a falha rende dinheiro, imediatamente e de forma definitiva. O smart contract custodia valor real, está publicado em uma blockchain pública e auditável por qualquer pessoa, e executa exatamente o que o código manda, sem um operador humano no meio para barrar uma transação suspeita. Não há central de fraude para reverter, não há estorno, não há prazo de compensação.

Essa combinação inverte a economia da defesa. O atacante tem incentivo financeiro direto e mensurável, pode estudar o contrato à vontade antes de agir, e quando age, finaliza em segundos. O defensor precisa ter acertado tudo antes do deploy e, ao mesmo tempo, manter capacidade de reagir dentro da janela de poucos blocos em que o exploit acontece. Segurança Web3 é, por isso, simultaneamente uma disciplina de engenharia (o contrato precisa estar correto) e uma disciplina operacional (a equipe precisa enxergar e conter o ataque em tempo real).

O que torna o risco irreversível

  • Transações confirmadas não podem ser desfeitas: não há chargeback nem rollback nativo.
  • O código é público: o atacante audita o contrato antes de você descobrir a falha.
  • Flash loans permitem capital quase ilimitado por uma única transação, sem colateral prévio.
  • Pontes e mixers movem os fundos roubados para fora de alcance em minutos.

O mapa de ameaças que toda equipe Web3 precisa enxergar

Vulnerabilidades de contrato, falhas de lógica e reentrancy

A maioria dos grandes prejuízos não vem de criptografia quebrada, e sim de lógica de negócio incorreta no contrato: uma ordem de operações trocada, uma verificação de saldo feita no momento errado, um arredondamento abusável em loop, um invariante de pool que deixa de se sustentar sob uma sequência específica de chamadas. São bugs que passam em testes funcionais porque só se manifestam sob condições adversariais. A reentrancy é o padrão clássico: o contrato envia fundos a um endereço externo antes de atualizar seu estado interno, e um contrato malicioso reentra na função e repete o saque antes do débito. A mitigação é conhecida (checks-effects-interactions, guardas de reentrância), mas variações sutis seguem aparecendo, sobretudo entre funções distintas ou via tokens com callbacks.

Oráculos e flash loans

Protocolos DeFi dependem de oráculos para saber o preço dos ativos. Se o preço é lido de uma única fonte manipulável (por exemplo, a reserva instantânea de um par em uma DEX), um atacante pode tomar um flash loan, distorcer aquele preço dentro da mesma transação, induzir o protocolo a precificar errado e lucrar com a diferença, tudo antes de devolver o empréstimo no mesmo bloco. O problema raramente é o flash loan em si; é o protocolo confiar em um preço que pode ser dobrado por capital temporário.

Referência técnica

As classes de falha mais exploradas em DeFi são bem catalogadas: reentrância, controle de acesso deficiente, manipulação de preço/oráculo, erros aritméticos e de lógica de invariante. A revisão da Decripte parte de checklists alinhados a OWASP Smart Contract Top 10 e a guias de segurança de contratos, combinados a análise manual adversarial — porque ferramenta automática encontra padrão conhecido, mas falha de lógica de negócio exige raciocínio humano.

Chaves administrativas e phishing de assinatura

Muitos contratos têm funções privilegiadas: pausar, atualizar (proxy upgrade), alterar parâmetros, sacar taxas, migrar fundos. Se a chave que controla essas funções é uma única carteira em uma máquina comprometida, o contrato mais bem auditado do mundo pode ser esvaziado por quem capturou aquela chave. Phishing de assinatura, malware em estação de desenvolvedor e segredos vazados em repositório são vetores recorrentes. E o ataque nem sempre toca no contrato: basta convencer um usuário ou administrador a assinar uma transação maliciosa — uma aprovação de token ilimitada, um permit — em uma interface falsa. A assinatura é válida criptograficamente; o dano vem do que ela autoriza.

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Anatomia de um exploit que drena um pool de liquidez

Para tornar concreto, vale percorrer como um exploit de pool de liquidez tipicamente se desenrola — e onde a defesa entra. O cenário a seguir é ilustrativo, construído a partir de padrões reais do setor, não de um cliente específico.

O exploit em câmera lenta

  • O atacante mapeia o contrato público e identifica uma função de retirada que envia fundos antes de atualizar o saldo do pool (reentrancy) ou que confia em um preço de oráculo manipulável.
  • Ele toma um flash loan grande para ter capital de manobra dentro de uma única transação.
  • Distorce o preço de referência ou reentra na função vulnerável, fazendo o contrato liberar mais valor do que deveria.
  • Repete o ciclo em loop dentro do mesmo bloco, drenando o pool de liquidez.
  • Devolve o flash loan e fica com o lucro líquido, já roteando os fundos para uma ponte ou mixer.

Tudo isso pode acontecer em segundos. Por isso a defesa não pode depender só de prevenção: precisa haver um sensor on-chain que reconheça o padrão — uma drenagem anômala do pool, uma mudança brusca de invariante, uma sequência de chamadas com flash loan — e dispare a contenção antes que o atacante mova os fundos para fora de alcance.

A janela de defesa existe

Mesmo em ataques de poucos blocos, a movimentação dos fundos roubados — fragmentação, passagem por pontes e mixers — leva tempo. Detecção on-chain em tempo real mais um runbook que pause o contrato, sinalize as carteiras do atacante e acione exchanges parceiras pode transformar perda total em recuperação parcial ou bloqueio dos valores antes do cash-out.

Como a Decripte audita o smart contract antes do dinheiro entrar

A primeira linha de defesa é o contrato estar correto. A auditoria de segurança Web3 da Decripte combina análise automatizada com revisão manual adversarial, porque as duas encontram coisas diferentes. Ferramentas de análise estática e simbólica varrem padrões conhecidos em escala; a revisão humana persegue as falhas de lógica de negócio e de invariante que só aparecem quando alguém pensa como atacante sobre aquele protocolo específico.

O escopo de uma auditoria de contrato

  • Modelagem de ameaças do protocolo: quem pode chamar o quê, com qual capital, em qual ordem.
  • Reentrancy (mesma função, entre funções e via callbacks de token) e aderência a checks-effects-interactions.
  • Controle de acesso de funções privilegiadas e desenho do mecanismo de upgrade/proxy.
  • Dependência e robustez de oráculos; resistência a manipulação de preço via flash loan.
  • Aritmética, arredondamento e preservação de invariantes do pool sob sequências adversariais.
  • Revisão de testes, cobertura de cenários de exceção e qualidade do código de pausa/emergência.

A auditoria não termina no deploy. Cada upgrade de contrato, cada nova integração com outro protocolo (composabilidade), cada mudança de parâmetro de oráculo reabre superfície de ataque. A Decripte trata a auditoria como contínua: o que mudou desde a última revisão é o que precisa ser reavaliado antes de ir para a mainnet.

Como a Decripte vigia a cadeia em tempo real

Auditar reduz a probabilidade de falha, mas não a elimina — e não cobre comprometimento de chave nem manipulação de mercado. Por isso o contrato precisa ser observado em produção. O SOC 24x7 da Decripte estende a vigilância para a camada Web3: sensores que acompanham eventos emitidos pelos contratos, fluxos de fundos entrando e saindo dos pools, chamadas a funções administrativas, aprovações de token suspeitas e padrões de transação compatíveis com exploit (flash loan + drenagem, mudança de invariante, picos anômalos).

O que o monitoramento Web3 observa

  • Drenagem anômala de pools e quebra de invariantes do protocolo.
  • Uso de flash loan associado a interações com funções sensíveis.
  • Chamadas a funções privilegiadas (pause, upgrade, withdraw) fora do padrão esperado.
  • Aprovações de token ilimitadas e transações de assinatura suspeitas envolvendo carteiras da equipe.
  • Aparição das carteiras do protocolo em listas de ameaça e movimentação para pontes/mixers.

O objetivo do monitoramento não é só registrar: é reduzir o tempo entre o primeiro bloco do ataque e a decisão de conter. Cada alerta vem amarrado a um runbook — não um alarme solto, mas um gatilho com ação definida e responsável.

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Governança de chaves: o ponto único de falha mais subestimado

O contrato pode estar impecável e ainda assim ser esvaziado se a chave administrativa cair. A Decripte trata a governança de chaves como parte central da arquitetura de segurança, não como detalhe operacional. Funções privilegiadas não devem responder a uma única carteira: multisig exige múltiplas assinaturas independentes, timelock impõe uma janela entre a proposta e a execução de mudanças críticas — janela que dá tempo de detectar e reagir a uma ação maliciosa — e a custódia das chaves deve viver em hardware ou HSM, fora de estações de desenvolvimento expostas a malware e phishing.

Sinais de governança frágil

  • Uma única carteira controla pause, upgrade e saque do protocolo.
  • Chaves administrativas em hot wallet ou em arquivo no ambiente do desenvolvedor.
  • Mudanças de parâmetro executáveis instantaneamente, sem timelock.
  • Segredos, mnemônicos ou private keys versionados em repositório ou em CI.
  • Equipe sem treinamento contra phishing de assinatura.

A higiene de chaves se estende ao time. Phishing de assinatura mira justamente quem tem poder de assinar. Treinamento, verificação de transações antes de assinar e segregação clara de funções administrativas reduzem a chance de que um único clique comprometa o protocolo inteiro.

Quando o ataque acontece: contenção, erradicação e rastreamento

Resposta a incidentes em DeFi tem um cronômetro diferente. Não é só restaurar serviço; é interromper a saída de dinheiro e perseguir os fundos enquanto ainda há chance de bloqueá-los. A equipe de Resposta a Incidentes da Decripte opera com SLA de contenção de até 1 hora e um runbook específico para Web3: pausar o contrato (se houver mecanismo de emergência), congelar funções afetadas, sinalizar as carteiras do atacante, acionar exchanges e provedores de bridge parceiros e iniciar o rastreamento on-chain dos fundos em tempo real.

Contenção é uma decisão, não um reflexo isolado

Pausar um protocolo afeta usuários legítimos e pode travar liquidez. Por isso a contenção é uma decisão preparada de antemão, com critérios claros e papéis definidos no runbook — para que, no momento do incidente, a equipe execute em minutos em vez de debater por horas.

Em paralelo à contenção, o trabalho forense reconstrói exatamente o que aconteceu: qual função foi explorada, qual sequência de transações, de onde veio o capital, para onde foram os fundos. Essa análise alimenta tanto a erradicação (corrigir a falha, fazer o redeploy seguro) quanto a comunicação responsável com usuários e, quando aplicável, com autoridades — incluindo as obrigações de proteção de dados quando dados pessoais de usuários estiverem envolvidos.

Conformidade e responsabilidade: o que muda quando há usuários reais

Descentralização não isenta a empresa por trás do protocolo das suas responsabilidades. Se há dados pessoais de usuários — cadastro, KYC, e-mails, endereços de carteira vinculados a identidade — a LGPD se aplica, e um incidente de segurança que gere risco aos titulares aciona o dever de comunicar a ANPD e os afetados. A Decripte estrutura a resposta a incidentes já considerando esse fluxo, para que a contenção técnica e as obrigações regulatórias caminhem juntas, sem improviso no pior momento.

Frentes de conformidade e maturidade

  • LGPD: tratamento de dados de usuários, comunicação de incidente à ANPD e aos titulares quando houver risco.
  • Gestão de Vulnerabilidades contínua sobre contratos, front-end (dApp) e infraestrutura de suporte.
  • Pentest da aplicação web/dApp e da infraestrutura que sustenta o protocolo, além dos contratos.
  • Programa de segurança documentado, com runbooks de incidente e governança de chaves auditável.
  • Comunicação responsável e plano de divulgação de falhas (disclosure) para a comunidade.

Vale lembrar que o protocolo não vive só na blockchain. O front-end, as APIs, os servidores que indexam dados, os domínios e os pipelines de deploy são alvos clássicos — e um dApp comprometido pode induzir usuários a assinar transações maliciosas mesmo com o contrato intacto. Por isso a segurança Web3 séria cobre contrato, aplicação e infraestrutura como um único perímetro.

Comece pelo diagnóstico

O caminho prático é mapear primeiro a exposição real do projeto: contratos no ar, funções privilegiadas, dependências de oráculo, governança de chaves e superfície do dApp. A partir desse retrato, prioriza-se auditoria, monitoramento e plano de resposta na ordem que mais reduz risco de drenagem irreversível.

Esse retrato inicial não exige compromisso e já entrega clareza sobre onde estão os maiores riscos. A partir dele, cada frente — auditoria, SOC Web3 e resposta a incidentes — entra na ordem que mais protege os fundos custodiados pelo protocolo.

Dois pontos de partida

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Cenário ilustrativo: a drenagem de um pool de liquidez via reentrancy e oráculo manipulável

Cenário ilustrativo

Cenário ilustrativo, não baseado em cliente real. Um protocolo de DeFi com um pool de liquidez de porte relevante opera há meses sem incidentes. O contrato passou em testes funcionais, mas uma função de retirada envia fundos ao usuário antes de atualizar o saldo interno do pool, e o protocolo lê o preço de um ativo a partir da reserva instantânea de uma DEX — uma fonte manipulável. As chaves administrativas estão em uma multisig, com função de pausa de emergência disponível, mas sem monitoramento on-chain dedicado.

  1. Detecção

    Um atacante toma um flash loan, distorce o preço de referência e reentra na função de retirada em loop dentro do mesmo bloco, começando a drenar o pool. O sensor on-chain do SOC 24x7 dispara em segundos ao identificar uma drenagem anômala combinada a uso de flash loan e quebra de invariante do pool — antes de qualquer reclamação de usuário.

  2. Contenção

    O runbook de incidente Web3 é acionado dentro do SLA de até 1h. A equipe de Resposta a Incidentes, com o time do protocolo, executa a função de pausa de emergência via multisig, interrompendo novas retiradas, e sinaliza imediatamente as carteiras do atacante, acionando exchanges e provedores de bridge parceiros para tentar bloquear o cash-out.

  3. Erradicação

    A análise forense on-chain reconstrói a sequência exata de transações, isola a função vulnerável e confirma o duplo vetor: reentrancy na retirada e oráculo manipulável. A correção aplica o padrão checks-effects-interactions, guarda de reentrância e troca por um oráculo resistente a manipulação por flash loan, com um redeploy auditado antes de qualquer retorno à operação.

  4. Recuperação

    O contrato corrigido é reativado de forma controlada, com monitoramento reforçado. O rastreamento dos fundos roteados para pontes permite bloquear parte dos valores em parceiros antes do cash-out, e a equipe publica uma comunicação responsável à comunidade descrevendo a falha e a remediação.

  5. Lições

    O protocolo institui auditoria obrigatória a cada upgrade, monitoramento on-chain permanente com runbook de contenção pré-aprovado, timelock para mudanças críticas e treinamento da equipe contra phishing de assinatura. A pausa de emergência, antes nunca exercitada, passa a ser testada periodicamente.

Desfecho com a Decripte

A combinação de detecção on-chain em tempo real e contenção dentro de 1 hora transforma o que seria uma perda total do pool em perda parcial, com parte dos fundos bloqueada antes do cash-out e o protocolo de volta à operação com a falha erradicada e o monitoramento permanente instalado. O ciclo auditoria + SOC Web3 + resposta a incidentes da Decripte fecha as três frentes: o que falhou no código, o que faltou na vigilância e o que precisava existir no plano de resposta.

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Como a Decripte responde a um incidente em Web3 e DeFi

A resposta a incidentes em DeFi corre contra o cronômetro dos blocos: o objetivo é interromper a saída de fundos e rastreá-los enquanto ainda há chance de bloqueio. O fluxo da Decripte opera com SLA de contenção de até 1 hora.

  1. Detecção e triagem: o sensor on-chain do SOC identifica drenagem anômala, flash loan suspeito ou chamada administrativa fora do padrão e classifica a severidade em minutos.
  2. Contenção imediata: acionamento do mecanismo de pausa de emergência via multisig e congelamento das funções afetadas, conforme runbook pré-aprovado, dentro do SLA de até 1h.
  3. Sinalização e bloqueio: as carteiras do atacante são marcadas e exchanges e provedores de bridge parceiros são acionados para tentar travar o cash-out dos fundos.
  4. Forense on-chain: reconstrução da sequência exata de transações, identificação da função explorada, da origem do capital e do destino dos fundos.
  5. Erradicação: correção da falha (reentrancy, oráculo, controle de acesso), revisão de invariantes e redeploy auditado antes de qualquer retorno à operação.
  6. Recuperação controlada: reativação do contrato corrigido com monitoramento reforçado e rastreamento contínuo dos valores roteados para pontes e mixers.
  7. Conformidade e comunicação: avaliação das obrigações LGPD/ANPD quando há dados de usuários, comunicação responsável à comunidade e disclosure técnico da falha.
  8. Lições aprendidas: ajustes em governança de chaves, timelock, auditoria por upgrade e monitoramento permanente para evitar a recorrência.

Como a Decripte estrutura a segurança de um projeto Web3

Segurança Web3 só funciona se as três frentes — código correto, vigilância em produção e capacidade de resposta — existirem juntas. A Decripte organiza isso em pilares complementares.

Auditoria de smart contracts

Revisão automatizada mais análise manual adversarial focada em reentrancy, falhas de lógica, controle de acesso, oráculos e invariantes de pool — contínua a cada upgrade, integração ou mudança de parâmetro.

Monitoramento on-chain 24/7

SOC 24x7 com sensores Web3 que observam eventos de contrato, fluxos de fundos, uso de flash loan e chamadas administrativas, cada alerta amarrado a um runbook de ação.

Governança de chaves

Multisig para funções privilegiadas, timelock para mudanças críticas e custódia em hardware/HSM, com segregação de funções e proteção da equipe contra phishing de assinatura.

Resposta a incidentes Web3

Runbook específico com SLA de contenção de até 1h: pausa de emergência, sinalização de carteiras, acionamento de exchanges/bridges e rastreamento forense dos fundos.

Cobertura do perímetro completo

Pentest e gestão de vulnerabilidades sobre o dApp (front-end), APIs e infraestrutura de suporte, porque um front-end comprometido drena fundos mesmo com o contrato intacto.

Conformidade e comunicação

Alinhamento com LGPD/ANPD quando há dados de usuários, disclosure responsável e documentação do programa de segurança e dos runbooks de incidente.

Planos recomendados para Web3 e DeFi

Perguntas frequentes

Por que auditar o smart contract não é suficiente?

Auditoria reduz drasticamente a probabilidade de falha no código, mas não cobre comprometimento de chave administrativa, manipulação de mercado via oráculo, phishing de assinatura nem ataques ao front-end. Por isso a auditoria precisa ser combinada a monitoramento on-chain contínuo, governança rígida de chaves e um plano de resposta a incidentes.

Com que frequência preciso reauditar o contrato?

A cada mudança que altere a superfície de ataque: upgrades de contrato, novas integrações com outros protocolos (composabilidade) e alterações de parâmetros de oráculo. A Decripte trata a auditoria como contínua — o que mudou desde a última revisão é o que precisa ser reavaliado antes da mainnet.

O que é possível fazer depois que um exploit já começou?

Mais do que parece. Mesmo em ataques de poucos blocos, a movimentação dos fundos roubados por pontes e mixers leva tempo. Detecção on-chain em tempo real mais um runbook que pause o contrato, sinalize as carteiras do atacante e acione exchanges parceiras pode transformar perda total em recuperação parcial. A Decripte opera com SLA de contenção de até 1 hora.

Como me protejo de ataques de flash loan e oráculo?

O problema raramente é o flash loan em si, e sim o protocolo confiar em um preço que pode ser distorcido por capital temporário. A defesa passa por usar oráculos resistentes a manipulação (fontes múltiplas, preços médios ponderados por tempo) e validar invariantes do pool, pontos centrais da auditoria Web3 da Decripte.

As chaves administrativas são mesmo um risco tão grande?

Sim. O contrato mais bem auditado pode ser esvaziado por quem captura a chave que controla pausa, upgrade ou saque. Multisig, timelock e custódia em hardware/HSM são tão críticos quanto a qualidade do contrato, e a equipe precisa de treinamento contra phishing de assinatura.

A LGPD se aplica a um projeto descentralizado?

Se o projeto trata dados pessoais de usuários — cadastro, KYC, e-mails, carteiras vinculadas a identidade — a LGPD se aplica, e um incidente com risco aos titulares aciona o dever de comunicar a ANPD e os afetados. A Decripte estrutura a resposta a incidentes já considerando esse fluxo regulatório.

O monitoramento on-chain consegue detectar um exploit em tempo real?

Sim. O SOC 24x7 acompanha eventos de contrato, fluxos de fundos, uso de flash loan e chamadas administrativas, reconhecendo padrões de exploit como drenagem anômala e quebra de invariante. Cada alerta vem amarrado a um runbook de contenção, reduzindo o tempo entre o primeiro bloco do ataque e a decisão de conter.

Por onde começo com a Decripte?

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Termos do setor

Reentrancy
Falha em que o contrato envia fundos a um endereço externo antes de atualizar seu próprio estado, permitindo que um contrato malicioso reentre na função e repita o saque antes do débito ser registrado.
Flash loan
Empréstimo sem colateral prévio que precisa ser tomado e devolvido dentro de uma única transação. É legítimo, mas pode fornecer capital quase ilimitado para manipular preços ou amplificar um exploit no mesmo bloco.
Manipulação de oráculo
Ataque em que o invasor distorce a fonte de preço da qual o protocolo depende — por exemplo, a reserva instantânea de uma DEX — para induzir o contrato a precificar ativos de forma errada e lucrar com a diferença.
Multisig
Carteira que exige múltiplas assinaturas independentes para executar uma operação privilegiada, eliminando o ponto único de falha de uma chave administrativa controlada por uma só pessoa ou máquina.
Timelock
Mecanismo que impõe um intervalo obrigatório entre a proposta e a execução de mudanças críticas em um contrato, criando uma janela para detectar e reagir a ações maliciosas antes que tenham efeito.
Phishing de assinatura
Engenharia social que induz um usuário ou administrador a assinar uma transação ou mensagem maliciosa (como uma aprovação de token ilimitada) que é criptograficamente válida, mas autoriza o roubo de fundos.

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