Segurança para Pecuária e Confinamento Digital: protegendo a OT de campo, a rastreabilidade e os dados do rebanho

Sensoriamento, nutrição automatizada e rastreabilidade conectada transformaram o confinamento numa planta industrial digital — e numa superfície de ataque. A Decripte segmenta a OT de campo, fecha a exposição e responde a incidentes que ameaçam a vida do rebanho.

Direct answer

Para proteger uma operação de pecuária e confinamento digital, comece tratando a OT de campo (silos automatizados, dosadores de ração, sensores de ambiência, cochos inteligentes, ventilação e nebulização) como uma rede crítica separada da TI administrativa: segmente em zonas e condutos no modelo Purdue/IEC 62443, elimine acessos remotos diretos a CLPs e gateways IoT, e force toda manutenção remota por jump host com MFA. Em paralelo, proteja a cadeia de rastreabilidade do rebanho (brincos eletrônicos, balanças, software de gestão e integrações com SISBOV/frigorífico) contra adulteração com integridade criptográfica e trilha de auditoria, e cubra a gestão administrativa contra ransomware com backups imutáveis e EDR. Sobre essa base, um SOC 24x7 monitora tanto a TI quanto os sinais anômalos de OT — porque uma falha de ambiência que passa despercebida por uma madrugada mata animais. A forma mais rápida de saber onde você está exposto é rodar o diagnóstico gratuito de Gestão de Ameaças da Decripte em decripte.com.br/intelligence-center, que mapeia sua superfície externa antes que um atacante o faça.

24/7

SOC monitorando TI e sinais de OT de campo

<=1h

SLA de contenção em Resposta a Incidentes

IEC 62443

Modelo de segmentação OT/ICS aplicado

LGPD

Conformidade para dados de produtividade e rastreabilidade

In summary

  • O confinamento digital é uma planta industrial: ambiência, nutrição e ventilação automatizadas são sistemas OT/ICS cuja falha ou sabotagem mata animais em horas, não em dias.
  • A rastreabilidade conectada (brinco eletrônico, balança, SISBOV, integração com frigorífico) é um alvo de adulteração que pode gerar fraude sanitária e comercial, não só vazamento.
  • A maioria das operações roda OT de campo e TI administrativa na mesma rede plana — o ransomware que entra pelo e-mail do escritório alcança o dosador de ração.
  • A Decripte segmenta a OT de campo em zonas e condutos, fecha a exposição externa, protege a integridade dos dados do rebanho e monitora tudo num SOC 24x7.
  • Comece pelo diagnóstico gratuito em decripte.com.br/intelligence-center; planos pagos de SOC, Resposta a Incidentes, Pentest e Conformidade estão em /planos.
Agronegócio

Cibersegurança para Pecuária e Confinamentos Digitais

Sensoriamento, nutrição automatizada e rastreabilidade conectada transformaram o confinamento numa planta industrial digital — e numa superfície de ataque. A Decripte segmenta a OT de campo, fecha a exposição e responde a incidentes que ameaçam a vida do rebanho.

Por que o confinamento digital virou alvo

A pecuária intensiva brasileira deixou de ser um negócio de campo aberto e cocho manual. Um confinamento moderno de médio e grande porte opera como uma planta industrial conectada: silos de armazenamento com sensores de nível, vagões e linhas de trato automatizadas que dosam dieta por curral, balanças de passagem que pesam o animal sem intervenção humana, estações meteorológicas, sensores de temperatura e umidade, sistemas de nebulização e ventilação para controle de estresse térmico, bebedouros monitorados e, cada vez mais, brincos eletrônicos e coleiras que telemetram ruminação, atividade e localização. Toda essa instrumentação fala com gateways, controladores lógicos programáveis (CLPs), e plataformas de gestão que consolidam os dados na nuvem e os entregam ao zootecnista, ao nutricionista e ao financeiro.

Esse salto de produtividade tem um custo silencioso: criou-se uma superfície de ataque de tecnologia operacional (OT) no meio do pasto, frequentemente sem nenhuma das proteções que uma fábrica industrial teria. O dosador de ração é um sistema ciberfísico — se ele recebe um comando errado, animais comem dieta inadequada ou ficam sem comida. O sistema de ventilação é um sistema ciberfísico — se ele desliga numa onda de calor, o rebanho sofre estresse térmico que reduz ganho de peso e, em casos extremos, mata. Diferente de um vazamento de dados, cuja consequência é financeira e jurídica, uma falha ou sabotagem na ambiência tem consequência biológica e imediata.

O confinamento é uma planta OT/ICS

Vagões de trato, dosadores, ventilação, nebulização, balanças e silos automatizados são sistemas de tecnologia operacional (OT) controlados por CLPs e gateways IoT. A disciplina que os protege é a mesma de uma fábrica: segmentação de rede industrial, controle de acesso a controladores e monitoramento de comandos anômalos — não antivírus de desktop.

O agravante é cultural e arquitetural. Na pecuária, a TI administrativa (e-mail, ERP, folha, fiscal) e a OT de campo costumam nascer na mesma rede plana, conectadas pelo mesmo link de internet rural — muitas vezes via rádio, 4G ou satélite — e gerenciadas pela mesma pessoa, que acumula a função de TI sem ser especialista em segurança industrial. Isso significa que o phishing que compromete o computador do escritório está, em termos de rede, a poucos saltos do controlador que liga o ventilador. A Decripte atua exatamente nessa fronteira: separar o que nunca deveria estar junto e vigiar o que precisa permanecer conectado.

As quatro ameaças que definem o setor

Sabotagem de nutrição e ambiência automatizadas

É a ameaça mais grave porque ataca a vida do rebanho. Um adversário que alcança o CLP de ventilação, o controlador do vagão de trato ou o gateway de ambiência pode alterar setpoints (temperatura-alvo, horários de trato, vazão de água), desligar atuadores ou injetar comandos que parecem legítimos. O efeito não aparece num alerta de antivírus — aparece como animais inquietos, consumo de ração fora do esperado e, na pior hipótese, perdas na próxima pesagem. A sabotagem pode vir de fora (atacante que explora um acesso remoto exposto) ou de dentro (funcionário ou prestador insatisfeito com credencial de manutenção).

Adulteração da rastreabilidade e ransomware na gestão

A rastreabilidade individual — brinco eletrônico, número de manejo, peso de entrada e saída, dieta, sanidade e movimentação — é a espinha dorsal da garantia sanitária e comercial. Quando esses dados trafegam por sistemas conectados e se integram a SISBOV, à plataforma do frigorífico e a programas de boi rastreado, eles viram alvo de adulteração: alterar pesos para fraudar acerto comercial, mascarar movimentações para burlar barreiras sanitárias, ou falsificar histórico para acessar prêmios de mercado. Já o ransomware ataca o software de gestão, que concentra dietas, históricos zootécnicos, dados financeiros e integrações; cifrar esse ambiente paralisa o planejamento e, em rede plana, escapa para os sistemas de campo.

Adulteração não é vazamento

Proteger rastreabilidade não é só evitar que os dados vazem — é garantir que ninguém possa alterá-los sem deixar rastro. Sem integridade criptográfica e trilha de auditoria, um peso falsificado ou uma movimentação apagada passa por verdade. As consequências escalam para fraude comercial, risco sanitário e perda de certificações.

Vazamento de dados de produtividade

Dados de ganho de peso, conversão alimentar, custo por arroba, genética e desempenho por lote são propriedade intelectual e vantagem competitiva. Seu vazamento — por exfiltração ou por exposição de plataformas mal configuradas — entrega ao concorrente o que você levou anos para otimizar, e, quando envolve dados pessoais de colaboradores, integrados e parceiros, aciona obrigações da LGPD perante a ANPD.

Sinais de que sua operação está exposta

  • OT de campo (CLPs, gateways, dosadores) na mesma rede do e-mail e do ERP
  • Acesso remoto direto ao painel de ambiência via internet, sem jump host nem MFA
  • Software de gestão e plataforma IoT sem inventário de quem acessa o quê
  • Backups da gestão no mesmo ambiente que pode ser cifrado por ransomware
  • Manutenção de fornecedor com credencial fixa e sem registro de sessão
  • Nenhuma trilha de auditoria sobre alterações de peso e movimentação no SISBOV
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Anatomia técnica: como um confinamento é comprometido

Entender o caminho do atacante ajuda a defender. Em operações de campo, o comprometimento raramente começa pelo CLP — começa pela borda exposta e pela rede plana. O padrão se repete: o atacante encontra um ponto de entrada de TI (e-mail, acesso remoto, plataforma na nuvem mal configurada), move-se lateralmente porque não há segmentação, e só então alcança a OT, onde o estrago físico acontece.

Vetor 1 — borda exposta à internet

Conexões rurais com IP público, roteadores com painel administrativo exposto, câmeras e DVRs acessíveis, RDP aberto para o computador do escritório, e gateways IoT que publicam interfaces de gestão sem autenticação forte. Ferramentas de varredura da internet inteira catalogam esses dispositivos em minutos; o atacante apenas filtra por porta e responde.

Vetor 2 — rede plana sem segmentação

Uma vez dentro de um host de TI, a ausência de zonas e condutos (no sentido da IEC 62443) permite que o atacante alcance o segmento onde vivem os CLPs e gateways. Protocolos industriais como Modbus, em geral sem autenticação, aceitam comandos de qualquer host que consiga falar com eles na rede.

Vetor 3 — credencial de fornecedor e acesso de manutenção

Integradores de ambiência e nutrição frequentemente mantêm acesso remoto para suporte. Quando esse acesso é uma credencial fixa, compartilhada, sem MFA e sem gravação de sessão, ele vira a porta dos fundos preferida — tanto para o cibercriminoso que a captura quanto para o insider que a usa indevidamente.

A defesa segue o caminho inverso do ataque

Fechar a borda externa, segmentar a rede em zonas e condutos, e blindar os acessos de manutenção quebra a cadeia exatamente nos pontos por onde o atacante precisa passar. É mais barato e eficaz do que tentar blindar cada CLP individualmente — e é por aí que a Decripte começa todo engajamento na pecuária.

O que a OT de campo precisa que a TI tradicional não cobre

Ferramentas de TI assumem que sistemas podem ser reiniciados, atualizados a qualquer hora e que a indisponibilidade momentânea é tolerável. Na OT de campo, nada disso vale: você não reinicia o ventilador no meio do dia mais quente do ano, não aplica patch sem janela e teste, e a indisponibilidade tem consequência biológica. Por isso a segurança de OT é uma disciplina própria.

Princípios de segurança OT que a Decripte aplica

  • Segmentação em zonas e condutos (IEC 62443): a OT de campo vive em rede própria, isolada da TI por um conduto controlado
  • Monitoramento passivo: observar o tráfego industrial sem injetar pacotes que possam perturbar CLPs sensíveis
  • Acesso remoto via jump host com MFA e gravação de sessão, eliminando credenciais fixas de fornecedor
  • Inventário de ativos de OT: você não protege o que não sabe que tem conectado
  • Detecção de comandos anômalos: alterações de setpoint fora de horário ou padrão geram alerta no SOC

A diferença prática aparece na resposta. Quando a sabotagem de ambiência é detectada, a contenção não pode ser "desligar tudo" — isso, por si, poderia agravar o estresse do rebanho. A contenção correta é cirúrgica: cortar o canal de acesso do atacante (revogar a credencial de manutenção, bloquear o conduto comprometido), restaurar os setpoints corretos de forma controlada com o zootécnico no circuito, e só então erradicar a presença do atacante na rede. Segurança e bem-estar animal andam juntos.

Patch e reinício não são livres no campo

Aplicar correções e reiniciar controladores exige janela, teste e acompanhamento zootécnico. Por isso a estratégia em OT prioriza segmentação e controle de acesso como compensações: você reduz a exposição do controlador sem precisar mexer nele a cada vulnerabilidade divulgada.

Protegendo a integridade da rastreabilidade

Rastreabilidade confiável é um ativo comercial e sanitário. A defesa tem três frentes. Primeiro, integridade: garantir que pesos, movimentações e históricos não possam ser alterados sem rastro, com trilha de auditoria imutável e, onde fizer sentido, assinatura ou hash dos registros críticos. Segundo, controle de acesso: quem pode editar um peso, anular uma movimentação ou exportar dados ao frigorífico deve ser conhecido, autenticado com MFA e registrado. Terceiro, segurança das integrações: as APIs e os arquivos que conectam o software de gestão ao SISBOV e à plataforma do comprador precisam ser testados como qualquer integração crítica.

Controles de integridade que aplicamos

  • Trilha de auditoria imutável de alterações de peso, dieta e movimentação
  • MFA e papéis (RBAC) para quem edita ou exporta dados de rastreabilidade
  • Pentest das integrações com SISBOV, frigorífico e plataformas de boi rastreado
  • Detecção de exportações anômalas e edições em massa fora do padrão
  • Backups imutáveis e segregados dos registros zootécnicos críticos

Aqui o Pentest da Decripte é decisivo: simulamos um adversário tentando adulterar pesos, forjar movimentações e burlar a autenticação das integrações. Cada falha vira uma recomendação priorizada por risco real para o negócio — não uma lista genérica de CVEs.

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Conformidade: LGPD e exigências sanitárias

A pecuária digital lida com dois eixos regulatórios. O primeiro é a LGPD (Lei nº 13.709/2018), fiscalizada pela ANPD: dados pessoais de colaboradores, prestadores, integrados e parceiros comerciais precisam de base legal, controles de segurança proporcionais e, em caso de incidente com risco a titulares, comunicação à ANPD e aos afetados em prazo razoável. Dados de produtividade do rebanho em si não são pessoais, mas frequentemente se misturam a dados pessoais nos mesmos sistemas, atraindo as obrigações da lei sobre todo o ambiente.

O segundo eixo é sanitário e de rastreabilidade. Operações que participam de programas de rastreamento individual e exportação precisam garantir a fidedignidade dos registros — e segurança da informação é parte de garantir essa fidedignidade. A Decripte não substitui a assessoria sanitária, mas assegura que os controles técnicos (integridade, auditoria, acesso) sustentem a confiança nos dados que essas exigências pressupõem.

Conformidade aplicada, sem jargão regulatório vazio

Nosso serviço de Conformidade mapeia onde dados pessoais e registros críticos vivem, define controles proporcionais ao risco, prepara o plano de resposta a incidentes exigido pela boa governança de dados e organiza as evidências — útil tanto para a LGPD quanto para auditorias de programas de rastreabilidade.

Como começar: do diagnóstico gratuito aos planos

A jornada com a Decripte é 100% self-service e começa sem custo. O plano gratuito de Gestão de Ameaças, em decripte.com.br/intelligence-center, mapeia sua superfície de exposição externa — o que um atacante veria ao varrer a internet atrás da sua operação: painéis administrativos expostos, serviços remotos abertos, dispositivos IoT publicados, e ativos esquecidos. É o primeiro passo, concreto e rápido, para saber onde você está vulnerável.

Comece grátis, evolua quando fizer sentido

Rode o diagnóstico gratuito em decripte.com.br/intelligence-center para enxergar sua exposição externa hoje. Quando quiser monitoramento contínuo, testes ofensivos ou prontidão de resposta, os planos pagos estão em /planos — contratáveis dentro da própria plataforma, sem formulário e sem espera.

A partir do diagnóstico, a operação evolui no seu ritmo: SOC 24x7 para vigilância contínua de TI e dos sinais de OT, Resposta a Incidentes para ter contenção rápida quando a ambiência ou a rastreabilidade são atacadas, Pentest para validar plataforma e IoT antes que o atacante o faça, e Conformidade para sustentar LGPD e exigências de rastreabilidade. Tudo contratável diretamente em /planos.

Exemplo real descaracterizado: ambiência sabotada num confinamento digital

Real, de-identified example

Exemplo real descaracterizado (composto de incidentes típicos, não um cliente real). Confinamento de grande porte com ventilação e nebulização automatizadas, vagão de trato controlado por CLP, balança de passagem e plataforma de gestão integrada ao SISBOV e ao frigorífico. TI administrativa e OT de campo compartilham o mesmo link e a mesma rede plana. Um integrador de ambiência mantém um acesso remoto fixo, sem MFA e sem gravação de sessão, para suporte. Numa madrugada de calor, setpoints de ventilação são alterados em vários currais e os horários do vagão de trato são embaralhados; o primeiro sinal é zootécnico — animais agitados e consumo de ração fora do padrão.

  1. Detecção

    O encarregado percebe ambiência anormal e consumo de ração fora do padrão; o antivírus nada acusa. Acionada a Resposta a Incidentes da Decripte, o time confirma alterações de setpoint e de horários de trato vindas de uma sessão remota não reconhecida, originada no acesso de manutenção do integrador.

  2. Triagem e escopo

    Em horas, mapeamos por onde o atacante entrou (credencial de manutenção capturada), por onde se moveu (rede plana sem segmentação) e o que tocou (CLP de ventilação e controlador do vagão). Determinamos que a TI administrativa também era alcançável a partir do ponto de acesso.

  3. Contenção

    Contenção cirúrgica dentro do SLA de até 1h: revogamos a credencial de manutenção comprometida, bloqueamos o conduto entre o ponto de acesso e o segmento de OT, e — com o zootécnico no circuito — restauramos os setpoints corretos de forma controlada, sem desligar abruptamente sistemas que poderiam agravar o estresse do rebanho.

  4. Erradicação

    Removemos a persistência do atacante na rede, encerramos sessões remotas ativas, rotacionamos credenciais e fechamos os acessos remotos diretos. Validamos que nenhum comando malicioso permanecia agendado nos controladores.

  5. Recuperação

    Reestabelecemos a operação normal de ambiência e trato com monitoramento reforçado pelo SOC. Verificamos a integridade dos registros de rastreabilidade para confirmar que pesos e movimentações não haviam sido adulterados durante o incidente.

  6. Estruturação

    Implantamos a segmentação OT/TI em zonas e condutos (IEC 62443), substituímos o acesso de fornecedor por jump host com MFA e gravação de sessão, e ativamos detecção de comandos anômalos (alterações de setpoint fora de horário) no SOC 24x7.

  7. Lições aprendidas

    Relatório executivo e técnico: a causa-raiz não foi um CLP vulnerável, mas a combinação de rede plana e acesso de manutenção fraco. As correções priorizadas atacam a cadeia onde ela é mais frágil — borda, segmentação e acesso — antes de qualquer hardening pontual de dispositivo.

Outcome with Decripte

A operação saiu do incidente com a OT de campo segmentada e isolada da TI, os acessos de manutenção blindados, a integridade da rastreabilidade verificada e o SOC 24x7 vigiando tanto a rede quanto os sinais anômalos de ambiência. O que começou como uma madrugada de risco para o rebanho terminou como a base de uma arquitetura de segurança que torna a próxima tentativa de sabotagem muito mais difícil — e detectável antes de causar dano.

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Como a Decripte responde a um incidente na pecuária digital

Quando ambiência, nutrição ou rastreabilidade são atacadas, cada hora conta — e a contenção precisa preservar o bem-estar do rebanho. A Resposta a Incidentes da Decripte opera com SLA de contenção de até 1h e um método adaptado à realidade da OT de campo.

  1. Acionamento e triagem: assim que o incidente é reportado, confirmamos o que está acontecendo, separamos sinal zootécnico de sinal de segurança e determinamos se a OT de campo, a rastreabilidade ou a TI administrativa estão envolvidas.
  2. Escopo do comprometimento: mapeamos o ponto de entrada (acesso remoto, e-mail, borda exposta), o caminho de movimento lateral e os ativos tocados — CLPs, gateways, software de gestão e integrações.
  3. Contenção cirúrgica: cortamos o canal do atacante (revogar credencial, bloquear conduto) sem desligar abruptamente sistemas críticos de ambiência; quando setpoints foram adulterados, restauramos com o zootécnico no circuito.
  4. Erradicação: removemos persistência, encerramos sessões remotas, rotacionamos credenciais e eliminamos comandos maliciosos agendados nos controladores.
  5. Recuperação controlada: reestabelecemos a operação normal sob monitoramento reforçado do SOC e verificamos a integridade dos registros de rastreabilidade afetados.
  6. Verificação de dados do rebanho: confirmamos que pesos, movimentações e históricos não foram adulterados durante o incidente, com base na trilha de auditoria.
  7. Relatório e estruturação: entregamos relatório executivo e técnico com causa-raiz, e implantamos as correções estruturais (segmentação, acesso, detecção) para impedir a reincidência.

Como a Decripte estrutura a segurança de uma operação de pecuária digital

Responder bem a um incidente é importante, mas o objetivo é não precisar. A estruturação da Decripte assenta a segurança da pecuária digital sobre pilares que reduzem a superfície de ataque e tornam qualquer tentativa detectável a tempo.

Segmentação da OT de campo

Separamos a OT (ambiência, nutrição, balanças, gateways) da TI administrativa em zonas e condutos no modelo IEC 62443/Purdue, de modo que o ransomware do escritório nunca alcance o dosador de ração e o atacante externo não chegue ao CLP de ventilação.

Fechamento da exposição externa

Mapeamos e fechamos a borda — painéis administrativos, RDP, VPN sem MFA, câmeras, DVRs e gateways IoT publicados na internet — eliminando os pontos de entrada que ferramentas de varredura encontram em minutos.

Acesso de manutenção blindado

Substituímos credenciais fixas e compartilhadas de fornecedores por acesso via jump host com MFA e gravação de sessão, encerrando a porta dos fundos preferida de cibercriminosos e insiders.

Integridade da rastreabilidade

Aplicamos trilha de auditoria imutável, controle de acesso por papéis e teste das integrações com SISBOV e frigorífico, garantindo que pesos e movimentações não possam ser adulterados sem rastro.

Monitoramento 24x7 de TI e OT

O SOC vigia continuamente a rede e os sinais anômalos de OT — alterações de setpoint fora de horário, comandos industriais inesperados, exportações em massa — para detectar a sabotagem antes que ela cause dano biológico.

Conformidade e prontidão de resposta

Estruturamos a aderência à LGPD e às exigências de rastreabilidade, e deixamos o plano de resposta a incidentes pronto, com a Decripte de prontidão para conter em até 1h quando algo escapar.

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Frequently asked questions

Meu confinamento é digital, mas pequeno. Preciso mesmo de segurança de OT?

Sim. O risco não é proporcional ao tamanho do rebanho, e sim à automação. Se você tem ventilação, nebulização ou trato automatizados conectados, esses sistemas podem ser sabotados ou falhar por um ataque — e a consequência é biológica. Comece pelo diagnóstico gratuito em decripte.com.br/intelligence-center para ver sua exposição real antes de decidir o tamanho do investimento.

A internet do campo é via rádio/4G/satélite e instável. Isso atrapalha a segurança?

Não impede, mas muda a arquitetura. Justamente porque o link é frágil, queremos que a OT de campo continue operando de forma segura mesmo sem conexão constante, e que o monitoramento tolere intermitência. A segmentação local e o controle de acesso funcionam independentemente da qualidade do link; o SOC consolida os dados quando a conexão está disponível.

O fornecedor da ambiência precisa de acesso remoto para suporte. Como conciliar com segurança?

Não eliminamos o acesso do fornecedor — nós o blindamos. A manutenção remota passa a ocorrer por um jump host com MFA e gravação de sessão, sob credenciais individuais e temporárias. O fornecedor continua atendendo, mas cada sessão é autenticada e registrada, fechando a porta dos fundos que credenciais fixas e compartilhadas representam.

Como saber se meus dados de rastreabilidade foram adulterados?

Com trilha de auditoria imutável sobre alterações de peso, dieta e movimentação, mais detecção de edições em massa fora do padrão. Sem esses controles, uma adulteração passa por verdade. A Decripte implanta a integridade e a auditoria que tornam qualquer alteração rastreável, e o Pentest valida se um atacante conseguiria burlá-las.

Ransomware na gestão pode chegar nos sistemas de campo?

Pode, se a rede for plana — que é o caso mais comum na pecuária. O ransomware que entra pelo e-mail do escritório se move lateralmente até onde a rede permitir. A segmentação em zonas e condutos é exatamente o que impede que o problema de TI vire problema de OT, e os backups imutáveis garantem a recuperação da gestão sem pagar resgate.

A LGPD se aplica a dados de produtividade do rebanho?

Dados do rebanho em si não são dados pessoais, mas eles quase sempre convivem com dados pessoais de colaboradores, prestadores e parceiros nos mesmos sistemas — o que traz as obrigações da LGPD para todo o ambiente. Em caso de incidente com risco a titulares, há dever de comunicação à ANPD e aos afetados. Nosso serviço de Conformidade organiza isso.

Quanto tempo leva a contenção se eu sofrer um ataque?

Nosso serviço de Resposta a Incidentes opera com SLA de contenção de até 1h. Na pecuária, a contenção é cirúrgica para preservar o bem-estar do rebanho — cortamos o canal do atacante e restauramos setpoints corretos com o zootécnico no circuito, em vez de simplesmente desligar tudo.

Por onde eu começo sem compromisso?

Pelo plano gratuito de Gestão de Ameaças em decripte.com.br/intelligence-center, que mapeia sua superfície de exposição externa. A partir do que ele revelar, você evolui para os planos pagos em /planos — SOC 24x7, Resposta a Incidentes, Pentest e Conformidade — tudo contratável diretamente na plataforma, sem formulário.

Sector terms

OT (Tecnologia Operacional)
Sistemas que monitoram e controlam processos físicos. No confinamento, são os CLPs e gateways que comandam ventilação, nebulização, dosagem de ração e balanças — cuja falha ou sabotagem tem consequência biológica imediata sobre o rebanho.
Segmentação em zonas e condutos (IEC 62443)
Abordagem da norma de segurança industrial IEC 62443 que separa a rede em zonas de confiança ligadas por condutos controlados, impedindo que um comprometimento de TI alcance os controladores de OT de campo.
CLP (Controlador Lógico Programável)
Computador industrial que executa a lógica de automação de campo, como ligar/desligar ventiladores ou acionar o vagão de trato. É um sistema ciberfísico: um comando malicioso vira ação física no rebanho.
SISBOV
Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Bubalinos, base da rastreabilidade individual para mercados que exigem garantia de origem. A integridade dos dados que alimentam o SISBOV é alvo de adulteração e precisa de proteção.
Jump host (bastion)
Servidor intermediário controlado por onde todo acesso remoto de manutenção deve passar, com MFA e gravação de sessão. Substitui as credenciais fixas de fornecedor, eliminando a porta dos fundos preferida de atacantes e insiders.
Estresse térmico
Condição de sofrimento do animal por calor excessivo, mitigada por ventilação e nebulização automatizadas. Uma sabotagem que desligue a ambiência numa onda de calor reduz ganho de peso e, em casos extremos, mata — daí a criticidade da segurança de OT.

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